Os videogames mais marcantes dos anos 90

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Se você nasceu entre os anos 80 e 90, provavelmente tem uma memória muito específica guardada na cabeça: a sensação de ligar um console pela primeira vez, ouvir aquela musiquinha de abertura e sentir que estava prestes a viver algo épico.

Os anos 90 foram a era de ouro dos videogames. 

Foi a década em que os jogos deixaram de ser “coisa de criança” e se tornaram cultura pop de verdade. Foi quando nasceram franquias lendárias, quando gráficos 3D mudaram tudo, quando as brigas entre Sonic e Mario eram levadas a sério.

E foi quando muita gente, talvez você, se apaixonou de vez por esse universo.

Então, vamos relembrar (com aquele gostinho de nostalgia) os videogames que marcaram os anos 90 e que, até hoje, fazem os olhos brilharem quando alguém menciona.

Super Mario World (1990) — O início perfeito da década

A década começou com o lançamento do Super Nintendo, e junto com ele veio Super Mario World — possivelmente o jogo de plataforma mais perfeito já criado.

Era tudo novo: os gráficos coloridos, a Yoshi como companheira fiel, os mapas secretos, aquele “blip” satisfatório quando você pegava uma moeda. E a sensação de descobrir a Star World? Inesquecível.

Super Mario World não foi só um jogo. Foi a porta de entrada de uma geração inteira para o universo Nintendo.

Sonic the Hedgehog (1991) — O rival que a Sega precisava

Enquanto a Nintendo reinava absoluta, a Sega precisava de um ícone. E criou Sonic — rápido, descolado, rebelde. Tudo que Mário não era.

Sonic the Hedgehog trouxe velocidade, loops impossíveis, gráficos vibrantes e aquela trilha sonora grudenta que até hoje todo mundo lembra. 

E mais importante: trouxe atitude. O Sonic tinha personalidade.

A guerra entre Sega e Nintendo nos anos 90 foi real e o Sonic foi o soldado perfeito para essa batalha.

Street Fighter II (1991) — A febre dos arcades

Se você frequentou uma locadora, uma lan house ou qualquer fliperama nos anos 90, você viveu a era Street Fighter II.

Escolher seu personagem (Ryu, Ken, Chun-Li, Blanka), decorar os golpes especiais, desafiar o brother para um racha e ouvir aquele “YOU WIN” era a essência da diversão competitiva.

Street Fighter II popularizou o gênero de luta como nenhum outro jogo antes. 

E se você sabia fazer Hadouken, você era quase uma celebridade no bairro.

Doom (1993) — O FPS que mudou tudo

Antes de Call of Duty, antes de Counter-Strike, antes de tudo: existiu Doom.

Doom não inventou o gênero de tiro em primeira pessoa, mas foi ele que popularizou de forma brutal. Gráficos 3D (para a época), violência sem filtro, demônios do inferno e aquela tensão constante de “tem algo atrás daquela porta”.

Doom foi polêmico, foi censurado, foi acusado de influenciar violência e foi absolutamente viciante

Gerações de gamers cresceram atirando em Cacodemons.

Mortal Kombat (1992) — Violência, sangue e fatalities

Enquanto Street Fighter dominava os arcades com sua jogabilidade refinada, Mortal Kombat chegou com outra proposta: realismo, violência gráfica e aquele famoso “FINISH HIM!”.

As fatalities viraram lenda. Todo mundo queria saber o comando secreto para arrancar a espinha do adversário. E sim, era chocante para a época — tanto que ajudou a criar o sistema de classificação etária de jogos.

Mortal Kombat não foi só um jogo. Foi um fenômeno cultural que provou que videogames podiam ser adultos, viscerais e extremamente populares.

The Legend of Zelda: A Link to the Past (1991) — A aventura perfeita

Se você quer saber o que é um jogo de aventura perfeito, jogue A Link to the Past.

Dungeons complexas, puzzles inteligentes, uma história envolvente, dois mundos para explorar (claro e das trevas), trilha sonora épica e aquele momento mágico quando você pega a Master Sword.

Zelda: A Link to the Past definiu o que significa fazer um jogo de aventura. E até hoje é usado como referência de design de jogos.

Donkey Kong Country (1994) — Gráficos que pareciam impossíveis

Quando a Nintendo lançou Donkey Kong Country, ninguém acreditou que aquilo estava rodando no Super Nintendo.

Gráficos pré-renderizados em 3D, animações fluidas, level design impecável e aquela trilha sonora atmosférica que ficava grudada na cabeça. 

DKC provou que o Super Nintendo ainda tinha muita vida — mesmo com o PlayStation e o Sega Saturn chegando.

E aquela fase da mina com o carrinho? Pura adrenalina.

Final Fantasy VII (1997) — O RPG que conquistou o ocidente

Antes de Final Fantasy VII, RPGs eram nicho. Jogos “de nerd”. Coisa de quem tinha paciência para ler diálogos e fazer contas.

Aí veio FFVII e mudou tudo.

Cloud, Sephiroth, Aerith, Midgar, a Materia, as invocações cinematográficas, aquela morte chocante no meio do jogo — Final Fantasy VII foi uma experiência emocional intensa que mostrou que videogames podiam contar histórias tão profundas quanto filmes.

Foi o jogo que fez muita gente chorar pela primeira vez jogando.

GoldenEye 007 (1997) — Multiplayer no sofá

Antes dos jogos online, antes do Xbox Live, havia GoldenEye 007 no Nintendo 64.

Quatro controles, quatro amigos, tela dividida, e aquela regra sagrada: “Nada de Oddjob”. GoldenEye criou o conceito de multiplayer local em FPS e virou unanimidade em qualquer reunião.

E até hoje tem gente que lembra exatamente como era jogar no templo, no complexo ou no Facility.

Crash Bandicoot (1996) — O mascote do PlayStation

Quando o PlayStation chegou, a Sony precisava de um ícone. E encontrou o Crash — um marsupial maluco, carismático e totalmente diferente de Mario e Sonic.

Crash Bandicoot trouxe plataforma 3D com perspectiva única, level design desafiador e aquele carisma que fez todo mundo se apaixonar. Era difícil, era frustrante às vezes, mas era impossível parar de jogar.

Crash se tornou o rosto do PlayStation. E até hoje é um dos mascotes mais queridos da história dos games.

Os jogos que moldaram quem somos

Esses videogames dos anos 90 não foram só entretenimento. Eles moldaram gerações.

Ensinaram persistência (quantas vezes você morreu antes de zerar aquele chefão?). Ensinaram estratégia. Criaram memórias que atravessaram décadas. E construíram amizades — porque jogar junto, no mesmo sofá, criava conexões de verdade.

Hoje, muitos desses consoles estão guardados, amarelados, empoeirados. Mas as memórias continuam vivas.

E se você tem um desses videogames parado em casa, saiba que ele pode voltar a funcionar — e a brilhar — como nos velhos tempos.Quer restaurar o console que marcou a sua infância? A Full Restore cuida do seu videogame retrô com o carinho que ele merece. Entre em contato e vamos trazer essas memórias de volta. 🎮✨